Plano de saúde por adesão: quando vale e quando não vale
Resposta rápida
O plano de saúde por adesão é contratado através de uma entidade de classe ou associação profissional, com uma administradora de benefícios fazendo a ponte com a operadora. Ele costuma ter processo de adesão mais simples que o plano empresarial pelo CNPJ, mas oferece menos controle sobre a escolha de operadora e rede, e a estabilidade do contrato depende da relação entre a entidade de classe e a administradora, não só entre o profissional e a operadora.
Resumo
- O plano por adesão passa por uma entidade de classe e uma administradora de benefícios.
- Costuma ter processo de adesão mais simples que o plano empresarial pelo CNPJ.
- Oferece menos controle sobre a escolha de operadora e rede.
- A estabilidade depende da relação entre a entidade de classe e a administradora.
Como funciona o plano por adesão
No plano de saúde por adesão, o profissional contrata através de uma entidade de classe ou associação, que negocia com uma administradora de benefícios, responsável por reunir vários profissionais em um contrato coletivo com a operadora.
Esse modelo existe para dar a profissionais autônomos, sem CNPJ próprio ou sem estrutura empresarial, acesso a condições de plano coletivo, geralmente mais vantajosas que o plano individual. Dois exemplos são o programa do Cremesp para médicos e o plano pela OAB, via CAASP.
Adesão ou empresarial: as diferenças principais
A principal diferença entre o plano por adesão e o plano empresarial pelo CNPJ está em quem contrata: na adesão, é a entidade de classe; no empresarial, é a própria empresa do profissional.
Isso muda o nível de controle: no empresarial, a empresa escolhe diretamente a operadora e a rede. Na adesão, essas escolhas já vêm definidas pela negociação entre a entidade e a administradora.
Reajuste e estabilidade no plano por adesão
O reajuste do plano por adesão segue regras próprias, definidas no contrato entre a administradora e a operadora, que podem ser mais ou menos favoráveis que o agrupamento de contratos do plano empresarial pequeno.
A estabilidade do contrato também depende dessa relação: se a entidade de classe mudar de administradora ou de operadora, todos os associados aderidos são afetados, o que não acontece no plano contratado diretamente pelo CNPJ da própria empresa.
Quando vale a pena escolher a adesão
O plano por adesão costuma valer a pena para o profissional autônomo, sem estrutura de PJ, ou que só precisa de cobertura individual. Para quem tem escritório, clínica ou consultório com equipe, o plano empresarial pelo CNPJ tende a compensar mais. A página de plano de saúde para profissionais liberais mostra os caminhos de cada profissão.
- Profissional autônomo sem PJ: considerar adesão
- Estrutura com sócios e equipe: considerar CNPJ
- Família a incluir: comparar as duas opções
- Estabilidade desejada: avaliar o histórico da entidade e administradora
Perguntas frequentes sobre o plano por adesão
As dúvidas abaixo aparecem com frequência sobre este tema.
Qualquer pessoa pode aderir a um plano por adesão?
Não. É preciso ter vínculo com a entidade de classe ou associação que oferece o produto, como inscrição em um conselho profissional.
O plano por adesão tem carência?
Sim, segue as regras gerais de carência da Lei 9.656/1998, como qualquer outro plano de saúde regulamentado.
Posso incluir dependentes no plano por adesão?
Depende do produto negociado pela entidade de classe. Cada administradora define suas próprias regras de dependentes.
O plano por adesão é sempre mais barato que o empresarial?
Não necessariamente. O valor depende da negociação específica de cada entidade com a administradora e a operadora.
A RE9LIFE ajuda a comparar adesão com plano pelo CNPJ?
Sim. A RE9LIFE compara as duas opções considerando a profissão, a estrutura de trabalho e quem será incluído no plano.


